domingo, 19 de agosto de 2007

Today is a day... just like another one?


2002 (algures em)



Conversas com uma amiga...ou mágoas passadas não movem moinhos...



Não! Hoje é um dia de ressaca, chove dentro de mim, ouço e sinto os pinguinhos a escorrerem-me dentro da alma. Não é como o barulho da chuva, forte, a bater num telhado, a fustigar paredes de casa velhas, mas o barulhinho de uma chuva miúda, mansa, chorosa, lânguida... estou com sono.

Quais serão os próximos passos deste projecto pessoal? Será que faz efeito?... o meu horóscopo bem me dizia “be subtil” mas fui sendo tão subtilmente subtil que a “pás nas tantas” já não deu... meu Deus, as subtilezas decididamente não encaixam em toda a gente!

Será que os homens são assim tão tapados? Não me parece... Será então um desinteresse que contradiz o que o olhar diz? Medo? Minha cara, espero que os teus provérbios, tão amplamente demonstrados pela realidade empírica de quem os inventou, desta vez também estejam certos e não funcionem como as regras que têm sempre uma excepçãozinha, não só para nos chatear!... como para confirmar as ditas cujas das regras...

Então vamos colocar aqui neste papel os provérbios que me lembro/sei e que neste caso davam muito jeito:
“quem vê caras... não vê corações!” Este é bom, não achas?
“quem desdenha... quer comprar!” Também dava jeito, o que te parece? No caso até nem tinha que comprar... portanto só vantagens... gaita, esqueci-me da colecção dos CD´s...mas também até tu nos oferecias os CD´s de bom grado, não era? És uma amigalhaça! é o que me vale.

Será que não me vem mais nenhum à ideia? Também, no meu estado de alma isto já foi um esforço baseado no muito querer que eu queria que mais alguém quisesse. Estás a seguir-me (‘), tenho a certeza que sim... afinal não és homem e percebes bem disto!
“quem feio ama bonito lhe parece?” Na! Este não se aplica... eu não sou feia (ou sou?) e “o bonito lhe parece”, a mim parece-me, portanto fica fora da carroça.
“mais um vale pássaro na mão do que dois a voar?” neste caso tenho mais duas mãos a voar que algum pássaro em qualquer uma delas...
Se me lembrar de mais algum depois acrescento.

Ele vai de férias. Será que as férias lhe vão servir para alguma coisa? Reflectir, ponderar, esquecer um e-mail de uma colega “parva”... acho que tenho mesmo que ir à “Maya” para ela ver o meu destino na palma da mão, ou nas cartas, ou tanto faz, desde que diga alguma coisa de jeito!
Bom tenho que ir ver a minha Mãe.

Hoje recebeste, como eu, o e-mail de despedida para férias... pela calada, saindo de fininho, quase que o consigo imaginar em bicos de pés como nas cenas dos desenhos animados! “então telefonem nem que seja para dizer Olá!...” mas isto não é uma marca de gelado? Já me viste a telefonar e a dizer Olá... Olh´o Olá, quem quer um Olá fresquinho?! Vou-lhe mandar uma mensagem tal e qual assim, o que é que achas? Ah! Porque no entretanto lembrei-me de mais um dos teus ditados, aquele que eu lhe disse a ele, mas que há falta de resposta vou considerá-lo de novo:
“a esperança é a última a morrer!”
E... depois é assim... devido ao meu bendito dia de nascimento/local/hora/país/ascendente/lua/água/ and whatever more... eu acredito no poder do espírito,e, que se acreditar mesmo, as coisas têm que acontecer mesmo! Se ele se auto-caracterizou como “algo bidimensional” eu já passei por essa... eu sou tridimensional ou até talvez para as bandas da 4ª dimensão!
Minha Cara... será que afinal acredito com pouca força?...

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Sementes


Do Natal, ou de Belém, de Fortaleza, ou do Ceará, o que é certo é que o propósito de querer saber se as sementes que deixou, numa terra da América do Sul, virão a dar frutos, ou não, levou-me a profundas reflexões, diria mais, a meditações extensíssimas sobre… sobre o quê?... pois, sobre “sementes”!

Cheguei a várias conclusões, que resumo, para não dar muito trabalho ao leitor em causa.

1ª conclusão

As sementes têm razões que a razão desconhece! Já sabia!? Não, o ditado não é bem assim, mas serve igualmente. Por detrás de cada semente, ou melhor dizendo, no interior de cada semente há uma razão. Muitas sementes muitas razões, e… certo! Que a razão desconhece… porquê? Apanhou-me… sei lá, porque sim, serve?

2ª conclusão

Quase tudo pode ser, diria mesmo é, traduzível em sementes, Não acredita? Pois é, eu também fiquei espantada, mas garanto-lhe que pensei imenso e de facto é possível… não acredita? Homem de pouca fé… onde é que eu já ouvi isto? Adiante, tudo, mas tudo, pode ser traduzido em sementes.

Quer exemplos? Imaginei que sim…então aqui vão:

Nós donde viemos? De sementes, acertou!

A festinha de anos da Mariana o que foi? O plantar de uma semente na vida dela. Porquê? Porque há-de dar os seus frutos…frutos para mim são sempre coisas positivas.

Outro exemplo? Um mais comezinho…quando vai quase todos os dias almoçar às “Tias”, adivinhe… neste caso, as sementes são delas: comida caseira, perto de “casa”, etc.. Quando bebe um copo de água, fuma um cigarro, entra no gabinete do lado, o que é que está a fazer? está a semear…quando telefona… está a semear…

Eu poderia continuar e ser completamente exaustiva, mas não é preciso, penso que já passei a ideia…é só praticar e passar a pensar em termos de “sementes”.

Claro que há coisas muito importantes que têm que ser tidas em conta para que as nossas sementeiras dêem algum resultado. Por exemplo, o terreno e a rega.
Às vezes temos dúvidas sobre os resultados das nossas sementeiras, se foram acertadas, se são sustentáveis, como as tratamos, regamos, não regamos, damos-lhes sol, não damos, ventania…?

Outra coisa que não é de descurar é o transporte das sementes. Os transportadores de sementes, por excelência, são os animais, mais especificamente os voadores, pássaros ou outros… No meio de uma ilha, no oceano, nascem espécies que foram transportadas de lugares longínquos. Como é que lá chegaram? Através dos pássaros migrantes! Portanto, o transporte é muito importante e daí o ditado popular “foi um passarinho que me disse”! O que é que o piu piu disse? Pois terá dito qualquer coisa que é a semente para qualquer coisa.

Importante, importante, e por último, a qualidade das sementes, que determina completamente o resultado. Há sementes de toda a natureza: sementes que fazem bondade, maldade, amor, ódio, paz, violência, saúde, doença, felicidade, ansiedade … sementes que fazem sonhar, rir ou chorar, enfim há imensas sementes, todas as que constroem a nossa vida e as nossas relações, com o outro e com o mundo (não, não é de outro mundo!).
.
Por cada acto que fazemos estamos, directa ou indirectamente a plantar sementes, a regar sementes ou a colher frutos das sementes que plantámos. Como somos humanos (a melhor e a pior criação do universo) conseguimos acreditar que somos capazes de semear bons e maus frutos…

Parafraseando uma frase, que sei que gosta muito: “se houver algum problema administrativo ou financeiro” que faça com que não use esta semente, pelo menos desfrute do que puder…

O que eu acabei de fazer foi plantar mais uma semente. As minhas sementes são plantadas ao vento. Gosto de as ver flutuar e imaginar onde irão crescer. Enfim, a imaginação é que nos salva, ou a esperança é a última a morrer, ou … sementes!

2004

Planet Loft

Andei à procura do significado de “loft” e nada! Não encontrei, nem meaning, nem explicação sobre, nem origem, … encontrei imensas coisas sobre “compra e venda”, como fazer, desenhar, converter e decorar + os objectos de decoração… claro o e-commerce na ma… acabei de receber pela “n”ésima vez “casino net”… na maior!

A partir desta falta – estranha - de informação básica., resolvi “invenstigar” profundamente o caso e este é o resultado.

Sabia que:

Os primeiros lofts nasceram na idade da “caverna”?! óbvio… as cavernas não tinham divisões, separações, paredes ou vigas… existia “apenas”, espaço.

Espaço para amontoar as peles (os indigenas já caçavam…), as achas para a fogueira (os indigenas já conheciam o fogo…) e, quiçá, o monte das lanças, aqui (estamos definitivamente na idade do bronze…e foi exactamente aqui, neste local, que os lofts nasceram…) e as palhas (feno? capim… mato…) ali, ao cimo das escadas…por analogia, o que é que os “lofts de hoje” e as “cavernas de ontem” têm em comum? Tudo! Senão, vejamos:

Ontem >> Hoje

Sitio do capim >> Sitio da cama
Sitio das armas >> Sitio da cozinha
Sitio da fogueira >> Sitio da lareira
Sitio das peles >> Sitio da sala

Tive dificuldade em enquadrar o sitio dos “repuxos“, mas “ontem” devia ser num cantinho mais escuro da caverna, tal como “hoje”, é num cantinho mais privado do que tudo o resto.

Aliás, continuando a minha “invenstigação” e passando rapidamente ao longo da humanidade – na evolução dos loftíanos, uns segundinhos – os egípcios continuaram a construir amplos lofts e, como tinham grandes venerações sobre os seus próprios umbigos, iniciaram os lofts “pós-mortem”…porque não há nada como estarmos confortáveis em qualquer fase das nossas “Vidas “. Já os romanos fizeram coisas semelhantes…veja a amplidão com que construíram os seus “L” e os gregos não ficaram atrás. Por exemplo, Sócrates que “.. wrote no books and established no regular school of philosophy” acreditava firmemente no “loft” para passar a palavra aos discípulos… e Platão que “…as a young man had political ambitions, but became disillusioned by the political leadership in Athens. He eventually became a disciple of Socrates, accepting his basic philosophy and dialectical style of debate: the pursuit of truth through questions, answers, and additional questions” demonstrou que, de algum modo, o “loft” também estava no seu espírito.

Passando rapidamente para os nossos tempos, o nosso conhecido “Profundo” também diz que o “loftpropicia boas discussões e leva ao auto-conhecimento e à descoberta interior “… os homens agregam-se politicamente à volta de crenças e interesses comuns…” onde*? no “loft”, claro! Doutro modo não seria possível partilhar ideias e “somá-las” …

* - in página 21 “O bem comum” do livro do próprio.

Loftisses inspiradas (ou talvez nem por isso…)


2004

Objectivos...

Gosto de pensar em “coisas” que quero fazer, comprar, mudar, escrever, pintar, recuperar textos que iniciei, ideias mal escritas, pequenos apontamentos guardados para posterior desenvolvimento, tipo escolar, aqui está o tema para desenvolverem… a prova tinha duas perguntas de desenvolvimento…, escritos no carro, postos em post-it amarfanhados no fundo da carteira, muitos pensados quando olho para a paisagem e o meu pensamento é que como se fosse um ecrã onde passam imagens, letras, frases, quereres…

Quando penso em fazer alguma coisa penso-a melhor no meu pensamento, ocorre-me o que leio e o que se diz, é melhor anotar, olha as “best practices”… defeito profissional… imagino as ideias plasmadas automaticamente numa folha de papel, tipo eu penso logo tal como um click estão lá… lembro-me de um filme de ficção cientifica em que ela a “et” e ele o “terráqueo” se apaixonaram… só que ela “apenas” falava por telepatia, não conhecia a música no sentido terráqueo, mas ainda assim tal como uma qualquer apaixonada telepatou uma música lindíssima mas tão triste…

Por outro lado quando penso em iniciar alguma coisa, um projecto, ou melhor uma miríade de projectos, automaticamente, penso em que tenho de “arrumar” as coisas… arrumar as coisas, que coisas? Deitar fora coisas desnecessárias, coisas que já atingiram o prazo de validade, daquelas que se guardam porque podem ser precisas e normalmente só o são no dia em que acabámos de as deitar fora, abrir lugares em armários, ter na memória onde estão todas as coisas, ter a consciência descansada, está tudo arrumado e eu sei onde está tudo e sei que “o está tudo” é tudo e apenas aquilo que preciso… as coisas que não preciso não utilizo, ou não gosto, deitei-as fora, inutilizei-as ou dei-as… a célebre frase, tão certa, “o que não usas é de outra pessoa e tu ainda não sabes”… será que esta máxima se aplica à profissão, as dezenazinhas de notas, documentos, aos milhares de e-mails, guardados por precaução, sabe-se lá porquê, não, não é por defesa, normalmente não consciencializo defesas antecipadas, recorro ao meu ser para me defender… claramente, gosto desta palavra, claramente faço também as minhas limpezas nas tais aplicações da profissão, estabeleço regras… guardo os últimos 3 anos de e-mails, reordeno documentos, coloco-lhes datas, destruo de 2000 para trás, ainda assim, com uma pontinha de será que fiz bem?...

Os anos começam no dia do nosso aniversário. Em 2007 os meus anos iniciam um novo decanato, um período de 10 anos diferentes dos anteriores 10 anos… termina uma etapa e inicia-se outra, curiosamente não fazemos períodos de vida de 10 em 10 anos, pelo menos não no meu caso, segundo o relatório de numerologia que adquiri… os próximos 10 anos serão diferentes dos anteriores, que de facto foram difíceis, ultrapassados, mas difíceis… fizeram-me uma pessoa diferente, acredito que melhor com mais sabedoria, se quisesse eleger uma coisa de facto boa ou resumir numa frase o que estes 10 anos me deixaram foi, com muito trabalho, muita exploração interior e exterior, passar a gostar de mim, apreciar a minha companhia, não ter medo de estar só, passar a ter uma simpatia espontânea, ajudar abertamente, sorrir, ser amável, menos introspectiva…considero-me uma pessoa melhor…

Passei por muitas e diferenciadas coisas, ás vezes interveniente, decisora, outras “Maria vai com as outras”… sempre tive uma certa dificuldade em manifestar-me de uma forma directa, talvez seja do caranguejo, e afirmativa, sempre fui uma pessoa mais para o calado, ouvinte, talvez fosse da educação, da infância, dos ambientes extremados, casa e África, talvez me tenham deixado confusa por muito tempo, ou talvez fosse mesmo a menina aparentemente bem comportada… há coisas boas, por exemplo não utilizo calão, nem termos menos educados, uma mera merda, a dizer digo-a com esforço… claro que há excepções, mas não me sinto bem, o português não merece tal… sim é português, é até nacional, mas como diria a minha Mãe é feio… pois é, concordo e não utilizo, não, não fico escandalizada se utilizam termos menos polidos, não sou pudica e conheço-os eu, simplesmente, não os uso… hoje em dia manifesto-me melhor, sou mais directa, sou mais sensível à responsabilidade, consciencializo mais aquilo que eu já sabia, que eu sentia como fazendo parte da minha pele, que eu quase não dava por isso… agora gosto de reparar naquilo que eu já sei, gosto de consciencializar os pensamentos, gosto de ouvir e falar depois de ouvir…

No inicio do ano, civil, claro, penso sempre em algumas coisas que tenho que fazer durante o ano, mudar hábitos, levantar mais cedo, emagrecer (outra vez), ler, praticar ciências alternativas, aprender Tarot, aprender Reiki, este já iniciei, fazer os exames médicos de rotina, comprar todos os meses uma prenda par não chegar ao Natal e ter que comprar tudo de uma vez, a prenda apropriada para cada pessoa, sempre com a ideia de dar de caras com a prenda de cada um…não a utilidade, mas a cara de cada um, não os sabonetes, as velas, os vinhos, mas a prenda de cada um, diferente e única… é difícil, olha-se e tem-se dúvidas sobre se aquela é a tal… no entretanto os meses vão passando e envereda-se por uma estratégia alternativa, se não dou de caras com a prenda vou comprando as coisas que quero para investir na minha casa… por exemplo sei exactamente o que quero comprar para a Rosário, até já lhe disse e por isso tenho que comprar mais uma prenda para que haja alguma surpresa, bom a primeira prenda é um livro, o Esoterismo de Fernando Pessoa, é que a Rosário “sabe”, provavelmente é também uma alma velha, mas ainda não acredita… no entanto tem uma grande admiração por FP e talvez o esoterismo dele a ajude a aceitar…

Amanhã é o dia 2 de Maio e vou ao C-Block, o meu ano está quase a começar e estou a antecipar algumas das coisas, das mudanças, que quero fazer na minha vida…a Lua está linda, é um quarto-crescente num Céu límpido e com uma fluorescência de um azul transparente profundo.

Coisas para organizar...

algures em 2006

domingo, 15 de julho de 2007

Becas e Mimi



Chegaram no dia 15 de Maio... duas gatinhas que haviam sido abandonadas e que o meu Vet Filipe - o padrinho, no dizer da minha Mãe - me trazia, após a morte da minha gata Nocas. Esta, tinha acompanhado alguma parte da minha vida, uns 12 anos de vivência comum, de compreensão e carinhesa. Para quem tem gatos, ou cães, isto é perfeitamente claro e com sentido. Acompanhou-me nos anos que antecederam o meu divórcio e a difícil decisão de abandonar tudo e começar vida de novo... claro que os nossos gatos nunca nos abandonam, seguem connosco, mais ou menos mudos, mas com a certeza de que é assim!
A Becas - arraçada de persa e com a cauda cortada e torta - era mais pequenina do que a Mimi, uma europeia comum. Tinha um focinho pequenino, narizito rosa, olhos claros, pelinhos brancos com manchas cinzentas de vários tons. Ambas vinham constipadas e com tratamentos a fazer em casa.
Foram bem recebidas até pelo meu "gato mais velho" o Nico, de três anos, que logo as adoptou apaixonando-se pela Becas... gato castrado novinho, ficou-lhe o instinto de "copular"... a Becas muito pequenina dava-se às brincadeiras dele e nunca o vi tão satisfeito! Mas a Becas era uma verdadeira "lady", muito arrumadinha, a cauda curtinha sempre à volta das patinhas quando se sentava, tinha o cuidado de ir tapar com areão as "coisas" menos bem arranjadas que a Mimi, uma verdadeira "gremlim" deixava. Olhava-nos com os seus olhinhos e abria a boca para esboçar um miado quase insonoro, sempre que podia punha as suas patinhas em cima dos nossos pés, pois tinha frio, adorava estar ao sol, na marquise e durante a sua vida curtinha dormia no meu colo antes de me deitar.
A Becas, no entanto, começou a aparentar outros problemas de saúde e depois de consultas e mudanças de antibióticos e antipiréticos entrou na Clínica do Vet Filipe, para exames mais profundos. Entrou numa 3ª feira e deveria voltar para casa na 6ª. Na 6ª o Vet Filipe telefonou, a Becas ficaria ainda no Sábado, para uma ecografia renal e no Sábado o Vet Filipe telefonou-me, a Becas não podia regressar a casa. Tinha PIF (Peritonite Infecciosa Felina) com prognóstico muito reservado. Vi tudo o que havia para ver na Internet, a respeito desta doença, e por mais que me esforçasse a elevar o meu pensamento e a minha energia para locais de esperançosa salvação, tudo o que li me dizia exactamente o contrário. Fui à Clínica e encontrei a minha Becas muito doente, em três dias estava fragilizada por não comer, pelos exames, etc.. Estava numa caminha, num local fechado com condições, mas sem o seu amado sol. Trouxe-a ao colo e sentei-me com ela. Chamei-a baixinho, repetidamente, e enquanto lhe fazia festinhas, Bequinhas, minha Bequinhas, até que ela finalmente olhou para mim e, jamais vou esquecer aquela expressão e aquele queixume. Olhou-me com os seus olhinhos que, já não era claros, mas escurecidos, e emitiu um queixume baixinho, de revolta. A seguir tentou dormir no meu colo. O seu olhar e o seu queixume queriam dizer-me "que raio de azar! por um segundo na minha vida tive a sorte de encontrar, uma casa, uma dona, carinhos, comida, e logo agora aconteceu-me isto! Eu quis que ela morresse em minha casa, como todos os meus outros gatos, mas a PIF para além de não ter cura é altamente contagiosa. Não pude trazê-la comigo e, dois dias depois, na 2ª feira, dia 09 de Julho, acabou a curta vida da minha Becas. Tão curta e tão marcante. Tão injusto, meu Deus!
Lá em baixo na rua está um cão que foi abandonado há 3 semanas e ao qual os vizinhos e eu vamos dando comida, na CML os últimos animais, cães e gatos, entraram para a galeria de adoptáveis em Junho deste ano. Que gente é esta?! Como é que é possível agirem assim, não é minha Becas?!

sexta-feira, 13 de julho de 2007

a lua ilumina a alma, mostra o caminho, faz-nos apaixonados, acalma-nos... a lua é prateada´, é branca, é cinza, às vezes é amarela, nas alturas em que o sol nela se deparou e tentou entrar...

under the moon

no dia dos 18 invertidos anos da minha Mãe criei este Blogue porque me esqueci de onde encontrar o que criei antes a quem chamei "janelas".