sábado, 31 de outubro de 2009

Facebook

A maravilha dos nossos tempos! O encontrar amigos, amigos de amigos, amigos que o são e outros talvez que não. Estamos juntos nas janelas à esquerda dos painéis, damos toques, enviamos abraços, sorrisos, mensagens, tudo tão fácil porque é virtual?! Dizemos por aqui aquilo que não dizemos ou não fazemos frente a frente... tal como em casa temos reticências e vergonha de dizer que amamos, que gostamos, que aceitamos, ou não!
Jogamos, jogamos muito, independentemente da idade, tornamos-nos miúdos nalguns jogos, continuamos adultos (que pena...) noutros.
Visitamos-nos como não o fazemos nas gaiolas em que a generalidade de nós vive... bem, hoje por acaso troquei os chamados "dois dedos de conversa" com a vizinha da gaiola ao lado... fez obras em casa, como é que correram, bem, são fantásticos, não, ainda não fez tudo, um dia com mais vagar mostra-me as ditas e dá-me os contactos dos mestres... aí está conversa não virtual, sem avatares pelo meio, mas muito, muito rara!
E, no dia a dia, quando encontramos os nossos amigos do virtual... olhamos uns para os outros sabendo todos nós que nos conhecemos doutro lado... quase como se tivéssemos uma vida paralela... é engraçado!



domingo, 19 de agosto de 2007

Today is a day... just like another one?


2002 (algures em)



Conversas com uma amiga...ou mágoas passadas não movem moinhos...



Não! Hoje é um dia de ressaca, chove dentro de mim, ouço e sinto os pinguinhos a escorrerem-me dentro da alma. Não é como o barulho da chuva, forte, a bater num telhado, a fustigar paredes de casa velhas, mas o barulhinho de uma chuva miúda, mansa, chorosa, lânguida... estou com sono.

Quais serão os próximos passos deste projecto pessoal? Será que faz efeito?... o meu horóscopo bem me dizia “be subtil” mas fui sendo tão subtilmente subtil que a “pás nas tantas” já não deu... meu Deus, as subtilezas decididamente não encaixam em toda a gente!

Será que os homens são assim tão tapados? Não me parece... Será então um desinteresse que contradiz o que o olhar diz? Medo? Minha cara, espero que os teus provérbios, tão amplamente demonstrados pela realidade empírica de quem os inventou, desta vez também estejam certos e não funcionem como as regras que têm sempre uma excepçãozinha, não só para nos chatear!... como para confirmar as ditas cujas das regras...

Então vamos colocar aqui neste papel os provérbios que me lembro/sei e que neste caso davam muito jeito:
“quem vê caras... não vê corações!” Este é bom, não achas?
“quem desdenha... quer comprar!” Também dava jeito, o que te parece? No caso até nem tinha que comprar... portanto só vantagens... gaita, esqueci-me da colecção dos CD´s...mas também até tu nos oferecias os CD´s de bom grado, não era? És uma amigalhaça! é o que me vale.

Será que não me vem mais nenhum à ideia? Também, no meu estado de alma isto já foi um esforço baseado no muito querer que eu queria que mais alguém quisesse. Estás a seguir-me (‘), tenho a certeza que sim... afinal não és homem e percebes bem disto!
“quem feio ama bonito lhe parece?” Na! Este não se aplica... eu não sou feia (ou sou?) e “o bonito lhe parece”, a mim parece-me, portanto fica fora da carroça.
“mais um vale pássaro na mão do que dois a voar?” neste caso tenho mais duas mãos a voar que algum pássaro em qualquer uma delas...
Se me lembrar de mais algum depois acrescento.

Ele vai de férias. Será que as férias lhe vão servir para alguma coisa? Reflectir, ponderar, esquecer um e-mail de uma colega “parva”... acho que tenho mesmo que ir à “Maya” para ela ver o meu destino na palma da mão, ou nas cartas, ou tanto faz, desde que diga alguma coisa de jeito!
Bom tenho que ir ver a minha Mãe.

Hoje recebeste, como eu, o e-mail de despedida para férias... pela calada, saindo de fininho, quase que o consigo imaginar em bicos de pés como nas cenas dos desenhos animados! “então telefonem nem que seja para dizer Olá!...” mas isto não é uma marca de gelado? Já me viste a telefonar e a dizer Olá... Olh´o Olá, quem quer um Olá fresquinho?! Vou-lhe mandar uma mensagem tal e qual assim, o que é que achas? Ah! Porque no entretanto lembrei-me de mais um dos teus ditados, aquele que eu lhe disse a ele, mas que há falta de resposta vou considerá-lo de novo:
“a esperança é a última a morrer!”
E... depois é assim... devido ao meu bendito dia de nascimento/local/hora/país/ascendente/lua/água/ and whatever more... eu acredito no poder do espírito,e, que se acreditar mesmo, as coisas têm que acontecer mesmo! Se ele se auto-caracterizou como “algo bidimensional” eu já passei por essa... eu sou tridimensional ou até talvez para as bandas da 4ª dimensão!
Minha Cara... será que afinal acredito com pouca força?...

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Sementes


Do Natal, ou de Belém, de Fortaleza, ou do Ceará, o que é certo é que o propósito de querer saber se as sementes que deixou, numa terra da América do Sul, virão a dar frutos, ou não, levou-me a profundas reflexões, diria mais, a meditações extensíssimas sobre… sobre o quê?... pois, sobre “sementes”!

Cheguei a várias conclusões, que resumo, para não dar muito trabalho ao leitor em causa.

1ª conclusão

As sementes têm razões que a razão desconhece! Já sabia!? Não, o ditado não é bem assim, mas serve igualmente. Por detrás de cada semente, ou melhor dizendo, no interior de cada semente há uma razão. Muitas sementes muitas razões, e… certo! Que a razão desconhece… porquê? Apanhou-me… sei lá, porque sim, serve?

2ª conclusão

Quase tudo pode ser, diria mesmo é, traduzível em sementes, Não acredita? Pois é, eu também fiquei espantada, mas garanto-lhe que pensei imenso e de facto é possível… não acredita? Homem de pouca fé… onde é que eu já ouvi isto? Adiante, tudo, mas tudo, pode ser traduzido em sementes.

Quer exemplos? Imaginei que sim…então aqui vão:

Nós donde viemos? De sementes, acertou!

A festinha de anos da Mariana o que foi? O plantar de uma semente na vida dela. Porquê? Porque há-de dar os seus frutos…frutos para mim são sempre coisas positivas.

Outro exemplo? Um mais comezinho…quando vai quase todos os dias almoçar às “Tias”, adivinhe… neste caso, as sementes são delas: comida caseira, perto de “casa”, etc.. Quando bebe um copo de água, fuma um cigarro, entra no gabinete do lado, o que é que está a fazer? está a semear…quando telefona… está a semear…

Eu poderia continuar e ser completamente exaustiva, mas não é preciso, penso que já passei a ideia…é só praticar e passar a pensar em termos de “sementes”.

Claro que há coisas muito importantes que têm que ser tidas em conta para que as nossas sementeiras dêem algum resultado. Por exemplo, o terreno e a rega.
Às vezes temos dúvidas sobre os resultados das nossas sementeiras, se foram acertadas, se são sustentáveis, como as tratamos, regamos, não regamos, damos-lhes sol, não damos, ventania…?

Outra coisa que não é de descurar é o transporte das sementes. Os transportadores de sementes, por excelência, são os animais, mais especificamente os voadores, pássaros ou outros… No meio de uma ilha, no oceano, nascem espécies que foram transportadas de lugares longínquos. Como é que lá chegaram? Através dos pássaros migrantes! Portanto, o transporte é muito importante e daí o ditado popular “foi um passarinho que me disse”! O que é que o piu piu disse? Pois terá dito qualquer coisa que é a semente para qualquer coisa.

Importante, importante, e por último, a qualidade das sementes, que determina completamente o resultado. Há sementes de toda a natureza: sementes que fazem bondade, maldade, amor, ódio, paz, violência, saúde, doença, felicidade, ansiedade … sementes que fazem sonhar, rir ou chorar, enfim há imensas sementes, todas as que constroem a nossa vida e as nossas relações, com o outro e com o mundo (não, não é de outro mundo!).
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Por cada acto que fazemos estamos, directa ou indirectamente a plantar sementes, a regar sementes ou a colher frutos das sementes que plantámos. Como somos humanos (a melhor e a pior criação do universo) conseguimos acreditar que somos capazes de semear bons e maus frutos…

Parafraseando uma frase, que sei que gosta muito: “se houver algum problema administrativo ou financeiro” que faça com que não use esta semente, pelo menos desfrute do que puder…

O que eu acabei de fazer foi plantar mais uma semente. As minhas sementes são plantadas ao vento. Gosto de as ver flutuar e imaginar onde irão crescer. Enfim, a imaginação é que nos salva, ou a esperança é a última a morrer, ou … sementes!

2004